segunda-feira, 24 de março de 2014

1º Encontro de Fuscas e Air Cooled da Cabreúva

Encontro realizado no dia 23/03 em Cabreúva pelo Clube Tartarugas

 











Mais um evento com a participação dos Vira Latas
da esquerda para direita Trevis, Sapão, Wilson (eu) e Sergão



domingo, 16 de março de 2014

VW - Carburação Simples ou Dupla?


Muito se discute qual é o melhor sistema de alimentação para o motor boxer. No Brasil, o sistema de alimentação exclusivo do fusca foi por muito tempo o de carburação simples, até a chegada do "Bizorrão" em 1974.

Muita gente optava, e ainda opta, pela carburação simples, principalmente nos motores 1300, pelo fato da dupla carburação supostamente consumir mais. O dono faz um cálculo simples: dois consomem mais que um! Mas não é assim que funciona... Não no motor boxer.

No final da década de 40, o Porsche 356, com o motor de apenas 1.100 cm³, já utilizava o sistema de dupla carburação. Isso porque Ferdinand Porsche e seu filho Ferry, concordavam que para eficiente alimentação de um motor de cilindros opostos, teria de ser com um carburador para cada par de cilindros opostos.

Se pensarmos bem, é fácil analisar o quão superior é o sistema de dupla carburação comparado ao simples. Para isso, basta analisar e entender o funcionamento do motor boxer. Para que a gasolina chegue aos cilindros, deve passar pelo coletor, que na carburação simples é muito longo, cerca de 1 metro. Nesse espaço de tempo, em que a gasolina passa pelo coletor, perde-se material, pela evaporação e atrito com as paredes do coletor, chegando a gasolina sem pressão e em menor quantidade aos cilindros.

Com a dupla carburação é diferente. Os carburadores ficam posicionados diretamente acima dos pares de cilindros, tendo o coletor a altura de alguns centímetros, direcionando a gasolina com pressão e sem perda de material, ocasionando o melhor aproveitamento do combustível e performance do motor, principalmente nos de 1.600 cm³.

Em síntese, o motor com sistema de dupla carburação tende a ser mais econômico e potente. Claro, que se o dono não moderar a aceleração nem cuidar da devida regulagem dos carburadores, tanto a economia quanto a performance ficam pobres.

Um problema crônico da dupla carburação, é a regulagem, que deve ser perfeita na mistura ar combustível, para que os cilindros trabalhem em perfeita sincronia, demonstrando toda a eficiência e vantagem de sistema.

Para melhorar a performance do motor boxer, sem aumento do consumo de combustível ou desgaste do motor, a melhor dica é instalar sistema de dupla carburação, principalmente nos motores de 1.600cm³. Dessa forma, com plena regulagem e técnica do motorista, a diferença será notável!

domingo, 9 de março de 2014

1º Fest Fusca Jaguariuna

1º Fest Fusca Jaguariuna realizada 09/03/2014 organizado pelo pessoal do Clube do carro Antigo de Jaguariuna




















 
Video feito pelo amigo Gledson dos Vira Latas Air Cooled - Campinas
 

domingo, 2 de março de 2014

Amazonas um VW sobre duas rodas

Quem nunca ouviu falar da Amazonas? Apesar de presença rara nas ruas e estradas, a moto brasileira com mecânica Volkswagen refrigerada a ar ficou mundialmente famosa, por essa peculiaridade e por sua exuberância de dimensões e peso.
 
 

Sua origem é atribuída à Motovolks, criação dos mecânicos Luiz Antônio Gomi e José Carlos Biston no início da década de 70. Gomi e Biston instalaram um motor VW 1500 "a ar" e o câmbio de quatro marchas de automóvel em uma enorme motocicleta de 330 kg, com quadro que misturava partes de uma Harley-Davidson, de uma Indian e a parte inferior de fabricação artesanal.
Como se espera, houve dificuldades: foi preciso aliviar o volante do motor, para conter a tendência da moto de inclinar ao ser acelerada, e instalar uma alavanca específica para a marcha à ré, evitando confusão com as demais marchas, comandadas pelo pé esquerdo. Duas molas auxiliares reforçavam a suspensão traseira e dois amortecedores (de direção do Fusca) estavam ao lado dos tubos do garfo. Os mecânicos teriam construído quatro unidades da Motovolks, cujo paradeiro não se conhece, mas a idéia teria uma longa sobrevida.
 

A empresa, Amazonas Motocicletas Especiais Ltda. ou AME, era fundada em 15 de agosto de 1978 no bairro da Penha, na capital paulista. No mês seguinte já chegavam ao mercado as versões Turismo Luxo, Esporte Luxo e Militar Luxo da Amazonas, com seu estilo desajeitado mas imponente. Com 2,32 metros de comprimento, 1,67 m entre eixos e mais de 380 kg, era muito maior e mais pesada que qualquer moto nacional — e uma das mais avantajadas do mundo
Suas linhas lembravam as das Harley-Davidsons 1200 da época. Tinha um grande tanque (24 litros), carenagens laterais atrás do motor, um largo banco, farol retangular e itens cromados em profusão. Dois porta-objetos ladeavam o pára-lama traseiro, sendo protegidos por frisos cromados; acima vinha um bagageiro também cromado.
 


O painel era composto por velocímetro e conta-giros (até 6.000 rpm e com faixa amarela já a 4.500, bastante baixa para uma moto) emprestados do esportivo Puma, além de luzes-piloto. Uma luz vermelha indicava o uso da marcha à ré, com engate pela alavanca à direita. A exemplo da Motovolks, a Amazonas utilizava peças de diversos carros, como Fusca e Corcel, e até de caminhões, como Ford e o Mercedes 608 D — caso do farol retangular.


 
 
 
 
Em testes da imprensa o "dinossauro de duas rodas" obteve velocidade máxima entre 133 e 144 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 a 10,3 segundos, conforme o ano do teste. O consumo em cidade era de 11 km/l, e em estrada, de até 16 km/l.

 
Para dar conta de tanta sede, o tanque podia ter de 30 a 40 litros de capacidade. Boa para os donos do petróleo, como o presidente da companhia petrolífera oficial do Kuwait, Husain Asad, que no início da década de 80 adquiriu uma Amazonas para uso pessoal. Outras unidades foram exportadas para o Japão (onde chegou a ser capa de revista, uma comprovação de seu interesse mundial), Estados Unidos, França, Alemanha e Suíça.
A moto recebeu aprimoramentos durante sua vida, mas em geral discretos. No início da década era oferecido o motor a álcool, que possuía carenagem mais ampla para ajudar a manter o motor em maior temperatura. Em 1982 ganhava uma renovação de estilo, com dois faróis retangulares menores, abaixo do principal, e encosto para o passageiro. Uma opção de pintura então adotada, com faixas em azul-claro e vermelho sobre fundo branco, era um tanto chamativa e acentuava suas dimensões.



Ficha técnica
Amazonas 1600 Turismo (1983)


MOTOR - 4 cilindros horizontais opostos, 4 tempos, refrigerado a ar; comando no bloco, 2 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 85,5 x 69 mm. Cilindrada: 1.584 cm³. Taxa de compressão: 7,2:1. Potência máxima: 56 cv a 4.200 rpm. Torque máximo: 10,8 m.kgf a 3.000 rpm. Dois carburadores. Partida elétrica.
CÂMBIO - 4 marchas mais ré; transmissão por corrente.
FREIOS - dianteiro, duplo disco; traseiro, um disco.
QUADRO - berço duplo em aço.
SUSPENSÃO - dianteira, telescópica; traseira, duas molas
PNEUS - dianteiro e traseiro, 5,00-16.
DIMENSÕES - comp.2,32 m; larg. 1,05 m; cap. do tanque, 24 l; peso líq, 380 kg.
DESEMPENHO - velocidade máxima, cerca de 140 km/h; aceleração de 0 a 100 km/h, cerca de 10s


 

 
Reportagem sobre Amazonas