segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Kit Okrasa para motor VW Ar


Okrasa era o nome da companhia fundada por Gerhard Oettinger em 1951. A companhia especializada em peças de desempenho para o motor de VW tais como Dannenhauer & Stauss e Rometsch usava os motores de Okrasa em seus carros desportivos.
Há dois jogos de Kit Okrasa disponíveis, o Ts-1200 e o Ts-1300/30. O Ts-1200 consisti em um par de cabeçotes com taxas elevadas, carburadores duplos Solex 32PBIC, como usados em Porsche adiantado 356s. Os acréscimos opcionais incluíram um filtro de óleo de Fram que poderia ser montado no radiador de óleo que consiste em tubulação de cobre atrás da ventoinha, desse modo ser refrigerado pelo ar que está sendo sugado dentro. Os cabeçotes passam a ter taxa de compressão de 6,6 a 7.5:1
O jogo Tsv-1300/30 era muito mais completo, ele vem com as mesmas partes que o Ts-1200, mas incluiu também um virabrequim de cromomoly com curso de 69.5mm que aumenta a capacidade do motor para 1295cc - o curso original é de 64mm. Os carburadores usados são Solex 32mm e com filtros de ar Knecht.
Em 1956, Martin Herzog começou exportar os kits de Okrasa para os E. U. A. para a companhia americana EMPI de peças de VW e anunciaram o tempo para 0-60 milhas em 12 segundos. Anunciaram também o aumento de 36hp para 48hp com "nenhum sinal do superaquecimento relatado, no retão de arrancada no deserto"







domingo, 17 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Kombi Ultima Edição


A história de 56 anos da Volkswagen Kombi chega ao fim. Mas não antes de uma grande despedida, afinal estamos falando do mais antigo modelo em produção no país. Para isso, a marca irá lançar uma edição especial, a Last Edition, com produção limitada a 600 unidades. Cada uma custará R$ 85 mil. A venda do modelo começa já neste mês.
A edição traz itens exclusivos como pintura tipo “saia e blusa” (cores diferentes na seção superior e inferior da carroceria), acabamento interno de luxo e elementos de design que remetem às inúmeras versões do veículo fabricadas no País desde 1957. As unidades serão numeradas e terão placa de identificação.
A pintura da Kombi Last Edition é azul, com teto, colunas e para-choques brancos. Uma faixa decorativa, também branca, circunda todo o veículo logo abaixo da linha de cintura. As rodas e as calotas são pintadas de branco. A grade dianteira superior é também pintada na cor azul da carroceria, assim como as molduras das setas e aros dos faróis.
 




O interior da Kombi Last Edition traz  cortinas em tear azul nas janelas laterais e no vigia traseiro – as braçadeiras trazem o logotipo "Kombi" bordado, um elemento de decoração típico das versões mais luxuosas das décadas de 1960 e 1970. Os bancos têm forração especial de vinil: bordas em Azul Atlanta e faixas centrais de duas cores (azul e branca). As laterais e as costas dos assentos têm acabamento de vinil expandido Cinza Lotus. O modelo tem capacidade para 9 ocupantes.
O revestimento interno das laterais, portas e porta-malas também é de vinil Azul Atlanta, com costuras decorativas pespontadas. O assoalho e o porta-malas são recobertos por tapetes com insertos em carpete dilour Basalto, mesmo material que reveste o estepe. O revestimento do teto é em material não tecido Stampatto. No painel, um dos destaques é a plaqueta de alumínio escovado que identifica a série especial, com o número correspondente a uma das 600 unidades. A primeira unidade, por exemplo, levará a placa “001/600”.
 Além disso, o painel traz serigrafia especial do quadro de instrumentos, que mantém o tradicional padrão com o velocímetro em posição central e, à direita, o mostrador do nível de combustível. O sistema de som tem LEDs vermelhos, lê arquivos MP3 e possui entradas auxiliar e USB. Dentro do porta-luvas, o comprador encontrará o manual do proprietário com uma capa especial comemorativa.



O modelo mantém o motor EA111 1.4 Total Flex, que desenvolve potência de 78 cv quando abastecido com gasolina e de 80 cv com etanol, sempre a 4.800 rpm. O torque máximo é de 12,5 kgfm com gasolina e de 12,7 kgfm com etanol, a 3.500 rpm. O câmbio é manual de 4 marchas. As rodas são de 14 polegadas, com pneus 185 R14C.



A VW do brasil mandou dobrar a procução inicial de 600 unidades para 1200 unidades.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fusca na Antártida

Há mais de cem anos atrás no dia de ontem – 14 de dezembro de 1911 – Roald Amundsen e sua equipe de exploradores noruegueses se tornaram os primeiros homens a alcançar o Polo Sul, levados por cães. Mas só foi em 1963 que o primeiro carro de linha desembarcou em terras antárticas, um Fusca praticamente de fábrica conhecido como “o Terror Vermelho”. Esta é a sua história.
 
Na década de 1960, entretanto, estava claro que os cachorros seriam substituídos na região, mas as únicas alternativas motorizadas eram caros veículos com trenós. Roy McMahon, indicado em dezembro de 1962 para liderar uma expedição de um ano para a ANARE (expedição nacional australiana de pesquisa antártica), viu uma oportunidade quando teve a chance de escolher quais veículos levar para a Estação Mawson da Austrália.

McMahon foi à Volkswagen da Austrália e pediu um carro grátis. McMahon sabia que um Volkswagen antártico seria uma grande oportunidade publicitária para os Fuscas que começavam a ser fabricados no país, então eles resolveram deixar que McMahon retirasse um sedã Vermelho Rubi da linha de montagem. Em menos de três meses e com poucos mil quilômetros no tacógrafo, o carro desembarcou do quebra-gelo Nella Dan.


Por ser refrigerado a ar, não tinha um líquido de arrefecimento para congelar, apesar de precisar de um óleo fino como querosene para se manter lubrificado em temperaturas abaixo de 50 graus. As únicas modificações para preparar o carro eram mudanças comuns que a VW fazia em seus carros para o norte da Europa e um par de placas “Antarctica 1”.
O besouro encontrou um cenário desanimador: sem estradas, temperaturas negativas, e tempestades de neve que duravam semanas. Até mesmo os ventos testavam sua resistência.Ventos de até 160 km/h que mais de uma vez viraram as portas, vencendo a dobradiça e empurrando as portas contra as calotinhas.



 
Fora ter que reforçar as portas de vez em quando, o único problema que o carro teve nesses 12 meses e quase 2.400 quilômetros na Antártida foi que a estrutura onde a barra de torção dianteira era fixada geralmente se partia contra as rochas. Em um de seus relatórios para a VW da Austrália, McMahon elogiou a capacidade do carro de lidar com o terreno.
Nesta viagem encontramos encostas de gelo, campos nevados, vales repletos de fendas e nenhuma dor de cabeça para o “Terror Vermelho”. A chegada a Fischer é em uma encosta nevada bem íngreme agravada pela neve fofa, mas o VW alcançou o topo.


Quando finalmente voltou para a Austrália em 1964, foi devolvido à VW, mas ao invés de colocá-lo em um museu, como se esperaria de um veículo histórico, o inscreveram no rali BP disputado pela Austrália em 1964. Sério! E o Terror Vermelho venceu de cara! Nem é preciso dizer que a VW divulgou a todos os ventos sua pequena história de sucesso, e até produziu este curta com os 300 metros de filme que a VW deu a McMahon lá em dezembro de 1962.

Por mais histórico que o carro possa parecer, seu paradeiro é desconhecido. Um grupo de fãs australianos da marca montou uma grande operação de busca em 2002. Mas não conseguiram nada.