domingo, 23 de fevereiro de 2014

VW - Carro Presidencial


Um velho Fusca 1987 é o único patrimônio declarado pelo presidente do Uruguai, José Mujica, um ex-guerrilheiro que cultiva um estilo desalinhado e austero, o que o situa entre os chefes de Estado mais pobres da região.

 
O único bem que Mujica, de 75 anos, tem em seu nome é este Volkswagen avaliado em 37.500 pesos (R$ 3.600,00), segundo declaração apresentada em 31 de maio na Junta de Transparência e Ética Pública, publicada no Diário Oficial

 
 
Todos os dias ele embarca no seu Fusquinha azul de estimação, de 1.300 cilindradas (foto), e toma o rumo de seu pequeno sítio Rincón del Cerro, nos arredores de Montevidéu, onde vive com a mulher, senadora da República
 
 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Tempo Matador - Primo segundo da Kombi alemã

Com o curioso nome de Tempo Matador 50, o utilitário foi o único modelo produzido em série com motorização Volkswagen arrefecida a ar e autorizado pelo gigante de Wolfsburg, mas não vendido por sua rede de concessionárias. Era oferecido como picape e furgão, este com teto normal ou mais elevado, sempre com duas portas articuladas na parte traseira, as chamadas "suicidas". Seu estilo era um tanto estranho, pois o volumoso tanque de combustível ficava bem na frente, sob o para-brisa bipartido. A questão de segurança em caso de colisão cria uma inesperada explicação para o nome Matador... Os faróis alojados como se fossem olhos e a pequena área envidraçada contribuíam para o aspecto diferente.



Por dentro, era um veículo estritamente de trabalho — difícil imaginar algo mais simples. Sentados sobre o eixo dianteiro, motorista e passageiro ficam em posição semelhante à da própria Kombi. O "painel" resumia-se a um velocímetro, com utópica escala até 120 km/h, e a algumas luzes-piloto. O que não se parecia com o modelo da VW era a colocação do motor sob o banco dianteiro, que se basculava para acesso e manutenção. Era o mesmo quatro-cilindros boxer de 1.131 cm³ e potência máxima (líquida) de 25 cv então usado no Volkswagen sedã, o Fusca, com caixa de câmbio ZF de quatro marchas e tração dianteira.


Também ao contrário da Kombi, o Matador não usava estrutura monobloco. A carroceria vinha sobre o chassi, composto de duas vigas de seção circular unidas nas extremidades. A suspensão dianteira usava um feixe de molas semi-elíticas transversal, e a traseira, duas molas helicoidais em cada lado. Os freios eram a tambor e as rodas mediam 16 pol de aro. Motor à parte, a própria empresa fabricava a maior parte dos componentes do veículo. Devido à distribuição de peso, retirando-se uma das rodas traseiras ele se mantinha nivelado e podia até rodar em pisos planos — sem carga na caçamba, é claro. A capacidade de carga era de 1.000 kg







domingo, 9 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

VW Brasilia


O Brasília foi um automóvel produzido de 1973 até 1982 pela Volkswagen do Brasil. (Definido internamente como modelo/tipo "102") Foi projetado para aliar a robustez do Volkswagen Fusca, um carro consagrado no mercado, com o conforto de um automóvel com maior espaço interno e desenho mais contemporâneo. Era um carro pequeno, de linhas retas e grande área envidraçada. Esse nome é uma homenagem à então moderníssima cidade do Distrito Federal, fundada 13 anos antes com o mesmo nome. O Brasília foi o segundo carro da Volkswagen a ser projetado e construído fora da matriz alemã, sendo o também brasileiro SP2 o primeiro.

 
Principais acontecimentos em cada ano de produção:
1973 - O Brasília, carro de design 100% nacional teve seu lançamento oficial no mês de junho (um mês depois do Chevette da GM -o maior concorrente durante toda a carreira do Brasília). Vinha disponível apenas na opção de motor 1600 com 1 carburador. Opções de interiores preto (com piso cinza) ou todo em bege claro. Lanternas traseiras com piscas laranjas, emblema traseiro "VW Brasilia", grade do escapamento curta, volante tipo cálice igual ao do Fusca brasileiro, calotas centrais das rodas na cor alumínio.
1974 - Mudança do volante p/ o modelo plástico chamado "canoa". Ainda mantém lanternas traseiras com piscas laranjas, emblema traseiro "VW Brasilia" e grade do escapamento curta. Dupla carburação passa a ser um opcional, mas ainda muito pouco requisitado. O Brasília passa a ser produzido (fabricado e não apenas montado) na fábrica de Puebla no México, com significativo percentual de material local.
1975 - Lanternas traseiras passam a ter pisca vermelho e calotas centrais das rodas (copinhos) mudam para a cor preta. Emblema traseiro "Brasilia" perde o VW que o acompanha. Bomba manual do lavador de para-brisa passa a ser fixada na caixa de roda ao invés de perto do piso. Grade do escapamento traseiro aumenta de tamanho. Pisca alerta intermitente passa a ser item normal de série, atendendo regulamentação do CONTRAN.
1976 - Dupla carburação passa a ser opção normal de série para todos os modelos. Motor carburação simples convive junto da dupla por um curto período neste ano, até sair de linha. Surgem opções de interiores com assentos e laterais de porta em vermelho (muito raro) e marrom escuro (antecipando as versões monocromáticas). Surge um novo concorrente de peso no mercado, o Fiat 147. Neste ano é iniciada a fabricação dos modelos 4 portas, inicialmente apenas destinados à exportação para a Nigéria (VW Igala) e Filipinas.
1977 - Ano de importantes mudanças em itens de conforto e mecânica. Na mecânica mudam o sistema de freios (ganham duplo independente nos eixos dianteiro e traseiro), cabeçote de chassis reforçado, tubo de segurança contra impactos frontais no para-choque dianteiro, coluna de direção retrátil. Comandos do limpador passam a vir em alavancas na coluna de direção, e os comandos da ventilação ganham iluminação. Na parte de estética e conforto surgem as primeiras versões monocromáticas (chamadas monocromáticas - por terem interior todo numa cor só, piso em carpete e bancos com detalhe em veludo) com as opções castor (marrom) e preto. Painel com acabamento imitação jacarandá na parte central. Instrumentos com visual mais limpo com aros na cor preta. Na parte dianteira desaparecem os "bigodes", que eram os frisos de alumínio que adornavam o logo VW. O porta luvas ganha uma tampa pela primeira vez.
1978 - Primeira e única re-estilização na carroceria: capô dianteiro com 2 vincos na chapa, para-choques mais largos com ponteiras quadradas em plástico, lanternas traseiras maiores e frisadas (inspiradas nos Mercedes-Benz da época). Desembaçador elétrico do vidro traseiro disponível como opcional pela primeira vez. Continuam existindo as versões monocromáticas. Parte central do volante (canoa) muda de desenho e recebe a inscrição "VW" no canto direito e o acionamento do pisca deixa de ser por botão vindo a ser por alavanca na coluna de direção.
 
1979 - Surge a versão LS, topo de linha, que traz como itens de série bancos dianteiros com encosto de cabeça integrado, mini console no túnel, vidros verdes, e acabamento sofisticado. Diferencia-se externamente das demais versões pelos frisos externos nas laterais, rodas e molduras de farol na cor grafite. O emblema traseiro "Brasilia" e "Brasilia LS" começa a ser feito em plástico e tem fundo preto, assim como o espelho retrovisor em plástico, que sucedeu o modelo "raquete" cromado usado até 1978. Surge para venda no Brasil pela primeira vez a versão de 4 portas (antes exclusiva de exportação), com acabamento pobre, motor 1600 de 1 carburador e para-choques pintados invés de cromados, destinada ao uso de táxis e carros de frotas públicas. Alças das colunas centrais passam a ser mais curtas. Filtros de ar passam a ser do tipo "panela" visando reduzir o ruído interno vindo do motor. Consagra-se como o carro mais vendido do Brasil no ano de 1979, com mais de 150.000 unidades vendidas naquele ano.
1980 - Painel de instrumentos totalmente redesenhado, visando aproximar-se do Passat. Os instrumentos são todos abrigados em um único quadro à frente do motorista. Vacuômetro passa a ser disponível como opcional. Bancos dianteiros mudam de formato e seu encosto de cabeça passa a ser separado do banco, podendo ser removido quando necessário. Surgem o lavador elétrico do para-brisa e o temporizador do limpador (opcionais). Versão LS perde as rodas na cor grafite. Surge oficialmente a versão a álcool, com motor 1300 dupla carburação e potência de 49 cv. Pelo seu alto consumo e baixo desempenho seria um fracasso de vendas. Lançamento do VW Gol (mês de maio), um novo projeto da VW do Brasil, que entraria na mesma fatia de clientes do Brasília.
1981 - Poucas novidades para 1981, como o volante herdado do recém chegado Gol e melhorias nos materiais fonoabsorventes para reduzir ainda mais o ruído interno. Na segunda metade do ano, as lanternas traseiras passam a ter piscas na cor laranja.
1982 - Nenhuma novidade em relação ao modelo 1981, com exceção de poucas cores novas. No mês de março encerra-se definitivamente a produção no Brasil. Nesta época contabilizavam-se aproximadamente 950.000 unidades vendidas no mercado interno e mais de 100.000 no exterior (sem contar as 80.000 unidades mexicanas) o que a fez alcançar mais de 1 milhão de unidades produzidas. Fim da produção do Brasília no México.

O México foi o único país além do Brasil a fabricar o Brasília, mas somente na versão de duas portas, que inclusive chegou a apareceu em um episódio do seriado Chaves como o carro de Seu Barriga.

 
VW Brasilia que pertenceu ao Grupo Manomas Assasinas